Como todo mundo sempre diz, há uma primeira vez para tudo.
Estava de férias e íamos em um grupo de cinco pessoas, de barco, para Angra dos Reis. Partimos do Guarujá bem cedo, para aproveitarmos o dia, nos dirigindo para nosso primeiro ponto de parada, a cidade de Ubatuba.
Após algumas horas de viagem, Chegamos ao Saco da Ribeira, local onde apoitamos o barco e saímos para comer e comprar mantimentos.
Ao passar em rente de uma loja que vendia alguns itens para a pesca, vi algo que parecia ser uma isca artificial, porém ao invés de anzóis ou garatéias, ela possuía na parte inferior, vários arames pontiagudos, curvados, com as pontas para cima. Era branca e vermelha. Resolvi descobrir de que se tratava.
Fui informado de que era uma isca para pescar lula, o que logo animou todo o grupo, pois ninguém havia participado de nenhuma pescaria de lulas e acreditamos ser uma experiência no mínimo curiosa.
Compramos seis iscas, seu nome é Zagarelho, e levamos para o barco.
O marinheiro, António, grande conhecedor do litoral, nos disse conhecer um local onde poderíamos pescar as lulas. Combinamos então de passar a noite no local pescando.
Chegamos ao local já de noite e jogamos âncora. Após toda a arrumação de nossa “casa barco”, resolvemos começar.
António ligou as luzes do barco e iluminou a região perto a popa com uma luz forte. Jogou também na água uma luz que servia como atrativo aos peixes.
Não demorou muito e já avistávamos vários pequenos peixes na luz, assim como alguns espadas.
Coloquei uma rapala de superfície em um conjunto leve e comecei a brincadeira.
Fisguei vários espadas, alguns bem grandes que foram limpos e colocados no gelo para serem comidos no dia seguinte.
Após algum tempo pegando os espadas, o grupo se animou para iniciar a pescaria de lulas.
Cada um sentou em uma ponta a rabeta da lancha e, iscas na água.
António nos ensinou como trabalhar a isca e todos animados começamos a bincadeira.
Ficamos um bom tempo e nada de lulas. Aos poucos a turma foi desanimando e só sobraram mais dois além de mim.
Não sei se foi o silêncio que se instalou no barco, pois todos cansados acabaram por dormir, e logo António falou:
-Acho que peguei uma.
E, recolhendo a linha, jogou a primeira lula para dentro do barco.
Logo começamos a pegar as lulas, o que era bem divertido, pois assim que sentíamos o peso da lula na isca, era preciso puxar com uma certa rapidez para que ela não se soltasse, mas o que era mais divertido era ficarmos sujos com a tinta que elas soltavam.
Pegamos uma quantidade bem generosa de lulas, que segundo António, não era comum acontecer, porém o mais divertido, oi participar de uma experiência tão diferente.
No dia seguinte, muito trabalho para limparmos o barco, mas com um almoço maravilhoso. Um amigo meu preparou um macarrão com lulas delicioso e os espadas, é lógico que foram comidos.
Boa Pescaria !!!!!